A Letra Escarlate


23/10/2008


Drama da vida real, por Cecília França

Concordo com o ponto de vista da jornalista Cecília França. Não foi só Lindemberg que puxou o gatilho da arma que matou Eloá, naquela sexta-feira, 17 de outubro de 2008.

 

Drama da vida real

Cecília França (*)

"Era para ser um acerto de contas entre ele e ela. A arma não seria usada, a não ser para intimidá-la. Sabia que ela ficaria assustada e ouviria o que ele tinha a dizer. Sua resposta não podia ser ‘não’ novamente. Ela tinha que entender seus motivos e aceitá-lo de volta. Era para ser um acerto de contas, não fosse pela presença de um repórter".

O relato acima poderia ter sido feito com base no roteiro do filme "O Quarto Poder", estrelado por Dustin Hoffman e John Travolta. Quem assistiu certamente se lembra da atuação brilhante dos dois atores como repórter e seqüestrador (ou vítima?), respectivamente. Mas o excerto também poderia ser o início de uma narrativa sobre o cativeiro da menina Elóa, o mais longo da história de São Paulo, e que se transformou em "caso Elóa" – como todos os crimes que são explorados exaustivamente pela mídia.
 
O que as duas histórias têm em comum, afinal? A espetacularização da mídia. Para quem não assistiu ao filme, vai um breve resumo. O personagem de John Travolta acabava de ser demitido de seu trabalho como segurança de um museu. Implorou à patroa que não o fizesse, mas, diante de sua recusa e desesperado por não ter condições de criar os filhos, ele retorna ao local, armado de uma espingarda, disposto a fazê-la mudar de idéia.
 
Nesse mesmo momento, o repórter derrotado, vivido por Dustin Hoffman, está fazendo uma reportagem acompanhando a visita de crianças ao museu. Entediado, em um dado momento ele vai ao banheiro e, pela fresta da porta, vê Travolta com a arma chamando a diretora para uma conversa. Ele vê aí seu grande furo de reportagem e conseqüente volta ao hall da fama jornalística.

Hoffman passa a transmitir pelo celular o que seria um seqüestro à emissora de televisão em que trabalhava. A partir daí, mesmo diante das repetidas afirmações de Travolta de que ele não iria e não queria machucar ninguém – muito menos manter as crianças seqüestradas – Hoffman o convence de que a transmissão ao vivo será melhor para ele, bem como conceder-lhe "entrevistas exclusivas".
 
Ok. As semelhanças param por aí. No filme, quem não saiu vivo dessa foi Travolta; na vida real, a menina Eloá. Então por que co-relacionei as duas histórias. Porque a atitude da mídia foi exatamente a mesma. Lindemberg, provavelmente, não tem a alma boa como o personagem de Travolta, no entanto, assim como no filme, ele foi humanizado a ponto de o público sentir pena dele.

Record, Globo, Rede TV, chegaram ao absurdo de transmitir entrevistas com o seqüestrador. E ele aproveitou para fazer exigências – como a volta ao cativeiro da menina Nayara, que acabou também baleada. Não fosse pela mídia a polícia não teria feito tantas concessões. Acredito nisso. Não que a PM tenha acertado. A meu ver, a espetacularização partiu, primeiramente, da força policial. Era preciso 60 homens para dar conta de um seqüestrador amador? Creio que não.

Lindemberg entrou naquele apartamento como o namorado largado e saiu, 100 horas depois, como o protagonista do mais longo seqüestro da história de São Paulo. Com as bênçãos da mídia, que agora o chama pelo nome. Lindemberg poderia querer apenas um acerto de contas com Elóa. Ou talvez a matasse realmente. No entanto, mesmo que o fizesse, que ele ficasse conhecido apenas como "o assassino da ex-namorada de 15 anos" – como tantos outros homicidas – e não com a alcunha quase heróica de "Lindemberg Alves, que realizou o mais longo seqüestro da história de São Paulo".

(*) Jornalista


22/10/2008

Artigo compilado do site Comunique-se

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D49077%26Editoria%3D874%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D41197632784%26fnt%3Dfntnl

Escrito por Bárbara Farias às 14h53
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13/10/2008


Na dúvida...

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento"

Clarice Lispector

 

 

Escrito por Bárbara Farias às 23h36
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02/10/2008


A eterna dúvida

Quando acontecimentos não têm explicação para a gente, é melhor não tentar entender e deixar pra lá. O nosso caminho é cheio de esquinas e nós nunca saberemos o que está por vir.

Escrito por Bárbara Farias às 22h01
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29/09/2008


O Rei canta 'Eu sei que vou te amar'

Roberto Carlos cantando uma das mais lindas declarações de amor de todos os tempos, e declamando o 'Soneto da Fidelidade', no especial da Rede Globo 'Bossa Nova:50 anos', exibido no dia 28 de setembro de 2008.

 

 

Simplesmente Bárbaro!!!

 

 

Escrito por Bárbara Farias às 22h27
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28/09/2008


Eleições 2008

Candidatos que disputam as prefeituras da Região pecam muito em seus discursos de campanha e nos debates, principalmente quando estão mais preocupados em atacar os adversários, do que em defender suas propostas de governo, que é o que realmente importa aos cidadãos que votarão no próximo dia 5 de outubro. Com certeza, o ataque não é a melhor defesa, a regra é clara.  

Escrito por Bárbara Farias às 22h24
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27/09/2008


E neste meu canto do mundo: "Canto do Mundo", de Caetano Veloso, por Lázaro Ramos, no filme "Ó pai Ó".

 

 

 

A música linda no instrumento que eu mais gosto no mundo.

Escrito por Bárbara Farias às 01h49
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O tamanho da felicidade

Qual é o tamanho da felicidade? Ela não tem tamanho exato. Essa é a resposta exata para algo profundo e variável. É no estado de harmonia que a encontramos, se soubermos identificá-la. Ela pode durar uma fração de segundo como uma vida inteira. Ela pode ser sentida num sorriso correspondido, como num nó que rasga a gargante de quem está no topo de um pódium, no nascimento de um filho, na conquista daquilo que se deseja.  

A desarmonia é decorrente de acontecimentos que não queremos, acontecimentos que muitas vezes não pudemos evitar e de outros que provocamos sem perceber. O segredo para sentir a felicidade é concentrar toda a nossa energia para o estabelecimento da harmonia.

É, eu sei que é difícil manter equilíbrio e harmonia quando cada um pensa diferente da gente, quer coisas diferentes da gente, sente coisas diferentes e tem propósitos e sonhos que não cruzam o caminho da gente.  Mas, ainda assim, a harmonia está lá, nas entrelinhas do nosso Eu Maior. A harmonia pode ser resgatada mesmo diante de uma realidade impensável, de outra que parece não ter lógica — porque não conseguimos compreendê-la e que parece tão cruel, às vezes. A harmonia está dentro de nós. Para encontrá-la junto do equilíbrio pare, feche os olhos, respire fundo, e no mais absoluto silêncio, com sua mente aberta você será capaz de ver e ouvir a harmonia, o bálsamo para a sua vida. Talvez, num momento de desespero, você precise da ajuda de alguém que te conduza ao caminho da harmonia. E essa ajuda aparecerá quando você quiser que ela apareça e desejar realmente a harmonia. Neste encontro com a harmonia, depois da árdua expedição em sua busca, a recompensa será a felicidade...impensável e até incompreensível na lógica de muitas mentes humanas.   

 

 

 

 

O filme À PROCURA DA FELICIDADE conta a história de um homem que chegou ao fundo do poço, enfrentou todas as dificuldades e o desespero e VENCEU. Ao vencer porque acreditou que podia, ele encontrou e sentiu a FELICIDADE. Esse trecho do filme (acima), me emociona muito e, na belíssima interpretação de Will Smith na pele de Chris Gardner, eu me inspiro a continuar batalhando para um dia sentir a mesma coisa, com a mesma expressão no rosto, um nó rasgando a garganta e um sentimento de amor e estima por mim tão grandes que não caberão dentro de mim. E, então, eu vou sair no meio da multidão, aplaudindo, num comportamento sem lógica para muitas mentes humanas, mas que fará todo o sentido para mim.

Escrito por Bárbara Farias às 00h40
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25/09/2008


A personagem que o vento não levou

 

 

Scarlett'O Hara, de E o Vento Levou...

Um tributo à marca ESCARLATE do cinema. 

Escrito por Bárbara Farias às 00h07
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24/09/2008


Uma questão de visão

Quando mudo meu ângulo de visão do mundo, enxergo e vivo melhor. É como ver todas faces da lua ao mesmo tempo, a realidade por trás das aparências.

Escrito por Bárbara Farias às 23h21
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23/09/2008


Cleópatra

O poder que fez mito a Rainha do Egito. Que poder é esse capaz de baixar a guarda de dois generais romanos Caio Júlio César e Marco Antonio e transformar a história da antiguidade 

 

Escrito por Bárbara Farias às 00h16
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Escrito por Bárbara Farias às 00h11
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03/09/2007


Navegaste por muitos mares revoltos e enfrentaste grandes tempestades, e já cansado e sem esperanças avistaste a praia. Em terra firme, encontraste o ouro, mas diante da riqueza não foste capaz perceber o valor que tinha e, por isso, ao profaná-la perante o mundo, permaneceste pobre.

Escrito por Bárbara Farias às 02h39
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Voltei ao meu cantinho que chamo de blog "público"...o outro blog é só para os íntimos. Para aqueles que testemunham, são atores e espectadores de minha vida.

Como ando tentando encontrar a saída do labirinto e ainda a pouca sanidade que me resta me lembra que PRECISO ESCREVER. ESCREVER para defumar minha vida, queimar as energias negativas que permeiam o ar que respiro, cantar para subirem os maus espíritos encarnados ou não, exorcizar a falta de ânimo que me adoece a carne. Essa relação corpo e espírito é um risco...mas existe uma explicação para esse risco e quem sabe um dia as cortinas do esclarecimento se abram para que eu possa finalmente compreender a RAZÃO.

Eu sei, você não entendeu nada do que leu aqui. Mas não era para entender mesmo. Quem me conhece e caminha ao meu lado, no árido cotidiano ou no pensamento, sabe...

Diante de um fato inesperado, deixo aqui registrado um pensamento de Pascal:

"Não estarias à minha procura se já me tivesses encontrado."

(*) Mais uma vez, não tente entender o que só pode ser sentido.

Escrito por Bárbara Farias às 01h46
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15/12/2006


Que país é este?

 

Final de ano, tempo de festa, comemoração. Comemoração? Luxo que nem todos podem sustentar. Deputados reajustam o próprio salário em 91%, enquanto que os aposentados do INSS tiveram 5% de `chorinho’ na até então previdência social. No Brasil, está sendo mais vantajoso ficar na informalidade do que contribuir para uma previdência que não garante conforto depois de uma vida inteira de trabalho.

É, dá uma sensação de náusea, mas a Saúde brasileira nos dá um soco no estômago por não garantir atendimento seguro. E o mundo só faz campanha para o sexo seguro. No entanto, como prevenir a negligência médica que dá senteça de morte aos inocentes que buscam a cura?

De que vale o juramento de Hipócrates quando 65% de 197 médicos acusados de erro são inocentados pela Justiça? E eles nem foram condenados a pagar indenizações pelos danos irreversíveis físicos e psicológicos causados aos pacientes condenados arbitrariamente.

Mas não pára por aí. 56% dos hospitais que eram réus também foram considerados inocentes aos olhos cegos da Justiça. A constatação é do Conselho Regional de Medicina em estudo que apurou 353 ações judiciais entre os anos de 2000 e 2004.

O câncer realmente é a doença mais agressiva que mais mata no País. O câncer maligno do descaso que se espalha cada vez mais no organismo nacional. Se evoluiu para metástase, estamos todos perdidos!

Escrito por Bárbara Farias às 12h08
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20/12/2005


Finalmente Justiça liberta idosa doente terminal de câncer

A aposentada Iolanda Figueiral de Jesus, de 79 anos, finalmente está em liberdade. Ela está doente em fase terminal de câncer no intestino foi presa há quatro meses, acusada de tráfico de entorpecentes.

Iolanda foi condenada pela 6ª Vara Criminal de Campinas a cumprir quatro anos de prisão em regime fechado porque foram encontradas 19 pedras de crack no quintal de sua casa.

O habeas corpus com pedido de liminar em favor da aposentada foi redigido pela defesa de Iolanda com o apoio da seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Segundo a defesa, Iolanda saiu da Penitenciária Feminina de São Paulo na noite de segunda-feira (19) e já está no hospital da Unicamp (Universidade de Campinas) para dar continuidade ao tratamento de seu câncer.

Iolanda está gravemente doente e enfrenta muitas complicações decorrentes do câncer.

Escrito por Bárbara Farias às 16h16
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